Projeto de Extensão Editorial LPP

 

Novos Lançamentos

 

Duas décadas de políticas afirmativas na UFMG

Debates, implementação e acompanhamento

 

Organização Juliana Silva Santos, Natália Silva Colen e Rodrigo Ednilson de Jesus

WhatsApp Image 2019-04-24 at 15.10.37.jpeg

Em tempos em que o poder constituído tem como projeto para a educação o desmonte não só de dispositivos democráticos reformistas e de amortecimento do choque de classes, como a Lei de Cotas, mas principalmente da educação pública como instrumento de promoção de cidadania; em tempos em que a autoridade máxima desse poder declara que “antes de construir é preciso destruir muita coisa”, a presente obra cumpre o importante papel de itinerário.
Duas décadas de políticas afirmativas na UFMG: debates, implementação e acompanhamento, volume 9 da Coleção Estudos Afirmativos, é organizado por Juliana Silva Santos, Natália Silva Colen e Rodrigo Ednilson de Jesus, e apresenta em seus artigos o percurso das lutas e discussões em torno das políticas afirmativas na UFMG, iniciadas antes mesmo da aprovação da lei federal nº 12.711/2012, conhecida como Lei de Cotas.
Nos artigos que contextualizam a disputa do momento dentro da história maior da luta do movimento negro no Brasil; ou que relembram as discussões acadêmicas e políticas em torno da adoção de ações afirmativas de recorte racial para universidades brasileiras; ou que tratam do ponto de vista da própria universidade como instituição, sobre a inclusão da temática racial nos cursos de graduação, são evidenciados o que se deseja destruir e esquecer: os movimentos de construção popular de políticas públicas pelo povo e para o povo. 
“O esquecimento também é uma forma de memória. / O seu vago porão / a outra face, oculta, / da moeda” – os versos de Jorge Luis Borges nos ajudam a expressar duas coisas: o sentido dialético do esquecimento, na medida em que o esforço do esquecimento e destruição serve ao que foi erguido nos porões do passado, e, em contraste, o sentido de memória e itinerário da publicação: informar o debate público e a ação política para que esses não se façam no escuro.


 

Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia
Relação com o ensino médio integrado e o projeto societário de desenvolvimento

 

Organização Gaudêncio Frigotto

 

 

Os diferentes textos deste livro resultam da pesquisa sobre os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs) que, desde sua criação em 2009, expressam a mais ampla e significativa política no campo da educação pública, pela inclusão de novos sujeitos sociais até então excluídos: índios, quilombolas, pretos, pardos e jovens pobres. Uma opção, portanto, que confronta o estigma escravocrata e o DNA golpista da classe dominante brasileira, que teima em sustentar um projeto societário que mantém a estrutura social da casa-grande e senzala.

Justamente no ano de conclusão da pesquisa sobre os IFs, que analisa a relação do ensino médio integrado com o projeto societário de desenvolvimento social, econômico e cultural, a classe dominante deflagrou mais um golpe de Estado, marcado pelo cinismo parlamentar, jurídico e midiático, dando à farsa uma aparência de legalidade. O objetivo do golpe é claro: revogação de direitos, livre desregulamentação para o capital, entrega do que resta do patrimônio do país a grupos internacionais, em especial ao capital especulativo, preservando os privilégios de uma minoria a eles associada.

O sentido a que estamos submersos expõe de forma emblemática o que o sociólogo italiano Luciano Gallino define como projeto político da estupidez. Para esse projeto, não há sociedade e sua finalidade não são os seres humanos, nem seus direitos e necessidades. O fim é o mercado e o capital; e o meio são os seres humanos. A contrapartida é o desmanche, a liquidação da esfera pública, único espaço de possibilidade de direitos universais, e a interdição do futuro de gerações.

Barrar no todo e no detalhe esse projeto antissocial e anti-humano não é apenas uma tarefa política, mas sim uma interpelação ética.

 

Educação Democrática:

Antídoto ao Escola Sem Partido

 

Organização Fernando Penna, Felipe Queiroz e Gaudêncio Frigotto

 

Imagem1.png

Em momento de iminência de eleições gerais no Brasil, e de aprofundamento das políticas neoliberais, exemplificadas no sucateamento das pastas de Educação, Ciência e Cultura, bem representado pela ameaça do corte das bolsas Capes e pelo trágico incêndio do Museu Nacional, o Projeto de Extensão Editorial Laboratório de Políticas Públicas (LPP/UERJ) apresenta o seu mais novo lançamento: "Educação Democrática: antídoto ao Escola sem Partido".

A coletânea, organizada por Fernando Penna, Felipe Queiroz e Gaudêncio Frigotto, dá seguimento ao seu volume complementar, "Escola 'sem' partido: esfinge que ameaça a educação e a sociedade brasileira". Enquanto este se propôs a analisar a esfinge que representa o movimento Escola sem Partido (EsP), aquele a critica levando em conta principalmente seu caráter antidemocrático e aponta a educação pública, laica e universal como o seu antídoto.

É formada por capítulos que analisam as manifestações do movimento EsP (seus discursos, slogans e conceitos) e as situam no contexto e na realidade brasileira: os atores que apoiam o referido movimento, suas ideologias e partidos. Os textos as confrontam e analisam com e por meio de áreas do conhecimento como pedagogia, história, direito, filosofia e sociologia, tendo em vista a produção de um sentido de conjuntura, e de apontamentos em direção a uma escola ciosa dos seus deveres previstos na Constituição de 1988, conquistada com a redemocratização.

 O "Educação Democrática" evidencia a impossibilidade, dada não por contingência mas pela própria natureza da realidade, de um movimento como o EsP alcançar sequer o objetivo pregado pelo seu slogan. Explicita o sepulcro caiado do discurso moral e intelectual que o informa, e como ele, ao pregar uma suposta neutralidade, esconde o desejo por uma educação de caráter tecnicista, alienante, reprodutora de hegemonias vigentes e opressora dos causadores de mudanças não controladas: conflitos e diferenças.

            Por fim, mostra que o discurso do EsP pode ser entendido na clave do neoliberalismo, que iguala liberdade à neutralidade governamental, e que promove, em prol do mercado, o desmonte de instituições e direitos públicos universais. Contra isso, esse livro defende e aponta para uma educação pública, crítica, demonstrando que uma nação que se pretenda soberana e democrática deve formar pessoas não somente para exercer um trabalho, mas também e primordialmente para o exercício de sua cidadania.

Para conhecer mais publicações do projeto Editorial LPP, clique aqui